domingo, 19 de dezembro de 2010

Artrite reumatoide


Artrite reumatóide é uma doença auto-imune sistêmica, caracterizada pela inflamação das articulações (artrite), e que pode levar a incapacitação funcional dos pacientes acometidos.

Acredita-se que a origem da doença seja uma alteração do sistema imunológico, que passa a agir contra proteínas próprias do organismo e localizadas nas articulações (embora possa agir também em outros sítios do organismo).
A artrite reumatóide é uma doença que acomete mais os indivíduos do sexo feminino (de 3 a 5 vezes mais do que os do sexo masculino). E tem seu pico de incidência entre 35 e 55 anos.

Freqüentemente acomete inúmeras articulações tais como punhos, mãos, cotovelos, ombros, e pescoço; podendo levar à deformidades e limitações de movimento permanentes.

É geralmente simétrica e as articulações afetadas podem apresentar sinais inflamatórios intensos, tais como: edema, calor, rubor e dor, além de rigidez matinal. Os sintomas extra-articulares mais comuns são: anemia, cansaço extremo, perda de apetite, perda de peso, pericardite, pleurite e nódulos subcutâneos.

Critérios diagnósticos

* Rigidez matinal (dificuldade de movimentação ao acordar)
* Artrite de três ou mais áreas, com sinais inflamatórios
* Artrite de articulação das mãos ou punhos (Pelo menos 1 área com edema em punho, metacarpofalangeana ou interfalangeana distal)
* Artrite simétrica - Envolvimento simultâneo bilateral (para as metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais, não precisa haver simetria perfeita)
* Nódulos reumatóides
* Fator reumatóide sérico positivo
* Alterações radiográficas, tais como: erosões ou descalcificações articulares.

Para que os 4 primeiros critérios sejam válidos, é necessário que perdurem por, no mínimo, 6 semanas.

Factores relacionados a mau prognóstico

* Idade precoce de ínício
* Altos títulos do Fator reumatoide e anti-CCP
* Provas de função inflamatória elevadas persistentemente
* Artrite em mais de vinte articulações
* Comprometimento extra-articular: nódulos reumatóides, síndrome de Sjogren, episclerite, esclerite, doença pulmonar intersticial, pericardite, vasculite sistêmica
* Erosões detectáveis radiograficamente já nos dois primeiros anos de actividade da doença

Tratamento médico
Os objetivos do tratamento geralmente são: prevenir lesões articulares, melhorar a qualidade de vida e diminuição da dor.

O tratamento medicamentoso baseia-se no uso de medicamentos para alívios dos sintomas e as drogas que modificam o curso da doença, as chamadas DARMDs. O diagnóstico e a instituição de um tratamento precoce sob a orientação de profissionais capacitados permite que o paciente tenha uma vida normal e sem limitações na grande maioria dos casos.

Cirurgias podem ser feitas mesmo nos estágios iniciais da doença. Tem por objetivos principais alívio da dor e recuperação da funcionalidade.

Tratamento Fisioterapêutico
Diversos recursos da Fisioterapia podem ser utilizados como a termoterapia, a eletroterapia, a cinesioterapia (principalmente exercícios e alongamentos) A hidroterapia é um dos principais recursos utizados, através de diversas modalidades como o Método Bad Ragaz, a balneoterapia e a talassoterapia. Terapias manuais aliviam a dor e proporcionam bem estar ao paciente. A indicação de órteses pelo fisioterapeuta é importante para manter a funcionalidade e alinhar corretamente as estruturas acometidas.

sábado, 11 de setembro de 2010

Método Halliwick

Bom galera depois de muito tempo sem posta nada estou de volta pra falar um pouco sobre o Método Halliwick.

Este foi desenvolvido por James Mc Millan no ano de 1949 na Halliwick escola para garotas em Londres, Inglaterra. No inicio tinha como proposta auxiliar pessoas com problemas físicos a se tornarem mais independentes para nadar.

Na filosofia do método Halliwick existe 5 topicos muito importantes :

1 - Ensinar: "felicidade de se estar na água";

2 - Tratar os alunos pelo primeiro nome;

3 - Dar ênfase na habilidade não na deficiência;

4 - Dar ênfase no prazer, colocando atividades em forma de jogos;

5 - Trabalhar em grupo, de forma que os nadadores se encorajem uns aos outro.




Com o Decorrer dos anos, Mc Millan manteve a sua proposta original e adicional outras técnicas a este método. Recentemente estas técnicas estão sendo usadas por muitos terapeutas para tratar crianças e adultos com enfermidades neurológicas. O Método Halliwick enfatiza as habilidade dos pacientes na água e não suas limitações.

Programa dos dez pontos do Halliwick.

1 - Ajustamento mental: Adaptação ao meio líquido de forma que a confiança na água possa ser estabelecida.

2 - Desprendimento: é o meio pelo qual o nadador se torna mental e fisicamente independente.

3 - Rotação vertical: é o movimento em torno do eixo transversal do corpo (da posição deitada, para posição em pé)

4 - Rotação Lateral: é o movimento em volta do eixo da coluna vertebral ( Rolar: decúbito ventral para decúbito dorsal).

5 - Rotação combinada: combinação das duas anteriores sendo executada em um único movimento.

6 - Empuxo: compreensão da força de flutuação da água.

7 - Equilíbrio: O nadador é capaz de manter a posição do corpo enquanto flutua em descanso, fazendo pequenos ajustes quando há turbulência.

8 - Deslize turbulento: o nadador flutua, sendo levado através da água pela turbulência criada pelo instrutor.

9 - Progressão simples: nadador realiza movimentos das mãos junto ao corpo "Sculling" (remadas curtas)

10 - Braçada básica: com o nadador em decúbito dorsal, os braços são movimentados lenta e amplamente sobre a água.



Esta maravilhosa terapia de resolução de problemas, em um ambiente (aquático) com parâmetros e restrições alteradas tornam variáveis os inputs transmitidos ao sistema nervoso central. Permite ao terapeuta escolher entre várias opções de exercícios, para produzir o objetivo terapêutico desejado. Especialmente nos campos da neurologia e da pediatria, o Halliwick é aplicado no mundo todo. Possui também seu valor no campo da ortopedia e da reumatologia.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ansiedade


A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como vazio (ou frio) no estômago (ou na espinha), opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras.
A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. O medo é a resposta a uma ameaça conhecida, definida; ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, vaga.

A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências. Portanto a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas. Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. Os animais também experimentam ansiedade. Neles a ansiedade prepara para fuga ou para a luta, pois estes são os meios de se preservarem.

A ansiedade é normal para o bebê que se sente ameaçado se for separado de sua mãe, para a criança que se sente desprotegida e desamparada longe de seus pais, para o adolescente no primeiro encontro com sua pretendente, para o adulto quando contempla a velhice e a morte, e para qualquer pessoa que enfrente uma doença. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica. A ansiedade é um acompanhamento normal do crescimento, da mudança, de experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

Faça o teste

1 . Preocupações excessivas, fora de controle, quase todos os dias, provocadas por fatos do cotidiano [ ]

2 . Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele [ ]

3 . Cansaço fácil [ ]

4 . Dificuldade de concentração ou sensações do tipo "deu branco" [ ]

5 . Irritabilidade [ ]

6. Tensão muscular [ ]

7. Dificuldade para adormecer ou para manter o sono [ ]

Respostas: Se você marcou a primeira alternativa e pelo menos mais três, é hora de procurar ajuda. Seu nível de ansiedade pode estar causando danos físicos e emocionais.

fonte: PSICOSITE, ARTIGOS DR. BODACHNE

segunda-feira, 29 de março de 2010

Doping sanguineo

Doping" sangüíneo é a infusão ou reinfusão de sangue no organismo de um atleta. Seu princípio fisiológico é que após a flebotomia o organismo do atleta é exposto a uma hipoxia, que induz uma eritrocitemia, gerando, assim, a produção de novos eritrócitos. Após a infusão ou reinfusão sangüínea têm-se como conseqüência uma elevada concentração de hemoglobina plasmática seguida de uma melhora da "performance". Este procedimento pode ser realizado utilizando-se o sangue da mesma pessoa (reinfusão-autóloga) ou de outra pessoa (infusão-heteróloga). A eritrocitemia pode ser induzida também através da injeção de eritropoietina recombinante humana (rhEPO). Este hormônio age sobre as colônias formadoras de unidades de eritróides desencadeando a formação de novos eritrócitos. Espera-se que indivíduos tratados com rhEPO melhorem sua capacidade de realizar exercícios físicos prolongados. Existe a suspeita de que alguns atletas das provas de resistência aeróbia têm se beneficiado deste recurso. Apesar de estarem sendo pesquisadas algumas formas de detecção, não existem, ainda, métodos analíticos de detecção desta forma de "doping" que possam ser confiáveis.

domingo, 21 de março de 2010

Fisioterapia e reabilitação em animais


A reabilitação é uma prática dedicada á restauração da função do corpo prejudicado por alguma lesão ou doença, como fraturas, luxações, feridas abertas, dicopatias,nevralgia, hipertrofia muscular, artrites e artroses e até mesmo como prevenção.

A fisioterapia previne e trata de forma não invasiva, utilizando apararelhos e exercícios ativos e passivos. Com isso podemos diminuir a dor e o processo inflamatório, melhorar a amplitude de movimento, cicatrizar estruturas e diminuir o uso de medicamentos.

Por isso, não deixe seu cãozinho sentir dor , podemos e devemos fazer isso por ele!

adorei.....

domingo, 14 de março de 2010

O que é fibromialgia

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono . No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”.

Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho pr
ofissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento.

A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de
pontos dolorosos padronizados.

Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor.

Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção.

Sinais e Sintomas:

  • Dor intensa;
  • Fadiga;
  • Rigidez muscular e articular;
  • Distúrbio do sono;
  • Parestesia;
  • Dificuldade de memorização;
  • Palpitação;
  • Tontura;
  • Sensação de inchaço;
  • Dor torácica;
  • Cefaléia crônica;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Irritabilidade;
  • Zumbido;
  • Epigastralgia;
  • Dispnéia;
  • Enjôo;
  • Dificuldade de digestão;
  • Fenômeno de Reynauld;
  • Dismenorréia;
  • Cólon Irritável

Tender Points:



Fonte: http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigos&id_mat=4